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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Taberna da Rua das Flores

Um destes sábados à noite, eu e o Pedro decidimos rumar a Lisboa e entregarmos-nos à difícil e penosa tarefa de descobrirmos um sitio para jantarmos e bebermos uns copos.

Tanto eu como ele, gostamos de petiscos e de um bom vinho tinto e de preferência num sitio com uma decoração peculiar, que nos faça lembrar a casa da avô e sorrir quando dizemos: " eh pá...lembraste disto???".

Claro, que a primeira dúvida que se impôs foi: Vamos de carro ou de barco? De costume, vamos de barco. Mas nessa noite, confesso que acusava preguiça e pedi para irmos de carrinho, correndo o risco de andarmos uma eternidade às volta pelas ruas da Baixa Lisboeta.

Mas num golpe de sorte, arranjamos lugar à primeira, mesmo no centro de tudo o que de novo por lá abriu. E a primeira pit-stop foi na Manteigaria

O cheiro que se sente a uns metros de distância deste lugar de pecado, hipnotiza qualquer um. Mesmo para quem não seja muito fã de Pastéis de Nata ( não sei se isso é possível, mas deve existir alguém), é impossível resistir. A fila é grande e assusta um bocadinho, mas anda muito rápido devido ao atendimento eficaz. 






Por um 1€, somos levados ao céu em três ou quatro dentadas e ficamos arrependidos por só termos comprado um pastel. Fica sempre o pensamento :" Para a próxima levo uma caixa inteira". Que me perdoem os famosos Pasteis de Belém, mas a Manteigaria dá 10 a zero. Sem dúvida, uma paragem obrigatória. 

Refeitos da ida ao céu, rumamos à Rua das Flores. Importa esclarecer, que desta vez, já tínhamos o roteiro previamente elaborado com ajuda do site da Zomatto

O alvo do repasto seleccionado foi a A Taberna da Rua das Flores. Chegámos cedo, por volta das 18.30, mas lá dentro já só estava uma mesa desocupada, que fomos aconselhados a ocupar rapidamente sob o risco de já não conseguirmos mesa se voltássemos um pouco mais tarde. E bem dito, bem feito!

Devo confessar que quando entrámos, não ficámos logo muito convencidos. O restaurante é muito pequeno, de luz muito ténue e o atendimento é peculiar. A ementa é trazida para a mesa sob a forma de uma ardósia gigante e explicada detalhadamente pelo empregado/a. 

A explicação torna-se um pouco cansativa e se tiverem dificuldades de concentração, quando ela chegar ao terceiro prato vocês já se esqueceram o que era o primeiro. É o meu único ponto negativo. Gosto que me deixem à vontade para ler e reler a ementa, imaginar os pratos e se tenho alguma dúvida pergunto. Ali, sentimos um bocadinho a pressão de escolher logo.

Ultrapassando esta fase difícil da escolha, optámos por começar com umas Lulas à Setubalense, umas Costeletinhas de Borrego e terminámos com um Bacalhau Frito. Atenção: isto são tudo petiscos, sem os tradicionais acompanhamentos. 








Por isso, para duas pessoas, é melhor pedirem três petiscos e em principio ficam bem. Não é um sitio para quem gosta de jantar à séria, comer de faca e garfo...é um sitio para relaxar, petiscar pratos portugueses tradicionais mas com um twist diferente e beber um vinho maravilhoso ( aconselhamos vivamente uma garrafinha de Fonte das Moças).

A comida é fantástica! Os pratos são muito bem pensados, confeccionados e suscitam a nossa curiosidade de experimentar a ementa toda.

O preço não é proibitivo...média de 20€/pessoa.

Aconselhamos e já está no nosso roteiro gastronómico!