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terça-feira, 30 de agosto de 2016

De dieta, eu????

Desde que optei por ter uma alimentação mais saudável, evitando o mais possível alimentos processados ( que me tem custado horrores porque sou muito gulosa) tenho reparado que existem um monte de ideias erradas e preconceitos sobre a prática de um regime alimentar mais regrado.

No outro dia li, num blogue muito conhecido, que existe agora um fundamentalismo, uma tropa de elite inteiramente dedicada ao fitness que apregoa de maneira fervorosa os benefícios do exercício físico e condena todos os gordos (as) à face da Terra.

Bem, meus amigos, não será bem assim...até porque cada um sabe de si e se eu me sentir bem comigo estou a borrifar-me para tudo o que me possam dizer.
Mas o contrário também acontece. Eu se comer apenas uma salada de alface ao almoço e uma sopa perguntam-se logo: Estás de dieta? Estás a tentar perder peso?
Mas que raio...desde quando querer ser saudável e não me empanturrar como um porco significa estar de dieta ou querer perder peso?

Estar de dieta e perder peso é uma coisa...praticar uma alimentação saudável diariamente e para toda a vida é outra coisa completamente diferente. É um modo de vida, uma maneira de estar que produz inúmeros benefícios para a nossa saúde, para o nosso espírito e nos dá toneladas de auto-estima e confiança.

Não acredito nada em dietas, em consultas no nutricionista ( a não ser em casos de obesidade e problemas hormonais que afectam claramente o peso). Acredito que temos a força de vontade de conseguirmos ser o que desejamos. Claro que não será a comer bolas de Berlim diariamente ( quem me dera!!!!!!), mas também não será a passar a fome e a perder quilos que nem os desalmados.

Sejam felizes!


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Agora tudo é BIO!




Ontem, depois de todas as atividades que me propus a fazer nestes 3 dias de descanso, não se conseguiu evitar uma passagem pelo Jumbo ( passo a publicidade) para abastecer a despensa de garrafões de água e mais umas coisas necessárias.

Enquanto o P. passeava por outros corredores e inspeccionava pacientemente as embalagens de todos os produtos que queria trazer, eu fiquei a deambular pela enorme secção de produtos BIO desta superfície comercial.

Ora bem, sendo eu uma rapariga que se dedica ao Marketing como o seu ganha-pão, sou sempre muito céptica em relação a promoções, ao apelo ao consumidor através de embalagens coloridas com frases inspiradoras, feitas de cartão reciclado e que nos remetem automaticamente para um estilo de vida saudável e muito, muito mas muito cool.

Realmente, babei-me completamente pela maioria dos produtos que vi: iogurtes em frascos super giros com rótulos em cartão reciclado, óleo de coco BIO, massas coloridas, chocolates super dark com mais de 85% de cacau, bolachas que prometem não engordar, pacotinhos de chá que são um verdadeiro mimo...

O pior é quando olhamos para a etiqueta do preço...engolimos em seco e seguimos caminho! Os preços são verdadeiramente escandalosos em todos os produtos, chegando a atingir o triplo do preço relativamente ao produtos Não BIO. O que fez levantar a questão à hora do jantar: Quem é que me garante que aqueles tomates, os ovos, as verduras, as massas são mesmo BIO?????? E mais importante do que isso, o que é que torna um produto BIO? Não têm aditivos, nem conservantes, nem foram utilizados pesticidas? Tenho sérias dúvidas sobre isso, ainda para mais quando estamos a falar de produtores que produzem para grandes mercados e superfícies comerciais.

Recuso-me a comprar rótulos e embalagens XPTO e por isso tenho que pagar mais 2€ ou 3€ que o valor normal. Se quero um produto BIO, então mais fácil será ir comprar couves à Sra. que vende na estrada na sua carrinha...e mesmo assim, volto a ter dúvidas. Ou então, planto eu as couves!Como isso por enquanto ainda não é possível, tento comprar todos os produtos no seu estado mais natural. Ou seja, evito produtos processados, excepto aqueles que não há mesmo forma de contornar.

Sou fã de óleo de coco e uso para tudo...costumo comprar no Martim Moniz numa loja de indianos legítimos por 4€/500 ml. Vi a mesma quantidade no Jumbo na secção BIO por 8,95€. Ora, óleo de coco é óleo de coco, certo????

É tudo uma questão de marketing, de controlo emocional de não irmos no barco e sabermos distinguir o real valor das coisas.

Rótulo BIO, não thanks!








terça-feira, 31 de maio de 2016

O Surf, os ataques de ansiedade e pânico!



Já escrevi imensas vezes sobre os meus ataques de pânico e ansiedade que me acompanham há quase dez anos. Umas fases melhores que outras, mas estão sempre lá!
Para quem sabe do que falo, sabe bem que não é nada fácil. Todos nos dizem que são coisas da nossa cabeça, que não vamos morrer de ataque cardíaco ou sufocados, mas quem passa por episódio de ansiedade ou pânico não têm essa noção tão clara do que se está passar.

No momento, tudo nos passa pela cabeça...o controlo perde-se, o racionalismo não existe, o mundo apaga-se durante aqueles minutos em que o ataque atinge o seu auge.
E o mais engraçado de isto tudo...é que ninguém está imune. Há dez anos atrás, depois de passar um momento stressante a nível profissional, acordei com um ataque de ansiedade. A partir daí a minha vida mudou.

Ao longo destes anos tenho tentando vários truques e mezinhas para combater a ansiedade. E são mesmo pequenas dicas que procurei, porque fujo e recuso-me a tomar medicação que nos deixa sonolentas e sem percepção da realidade. Se isto é de foro mental, então a mente tem mesmo que ser mais forte.

Desde meditação, técnicas de respiração, desporto, alimentação cuidada...tudo vale e tudo conta para alcançar a serenidade.
Hoje em dia os meus ataques de ansiedade estão muito controlados e passo meses sem ter nada. Uma das coisas que mais me tem ajudado é entrar dentro de água.

Há dois anos, quando conheci o P., surfista há mais de 20 anos, disse-lhe que queria experimentar fazer surf. Há qualquer coisa na energia do mar que nos acalma e que nos obriga a esvaziar a cabeça de todas as porcarias que vamos acumulando ao longo do dia.
E o Surf para mim tem-se revelado uma verdadeira batalha que espero ainda um dia vencer! Dei por mim a ser confrontada com medos irracionais, sem qualquer fundamentação, como por exemplo o medo de cair. É só água!!!!!

Passei por fases em que ia para o outside sem medos e sem qualquer preparação com uma prancha 6.4 sem ainda conseguir entrar na onda...eu queria era estar ali. E de repente, a ansiedade voltava e com ela os medos, e nestas fases até o inside é assustador e ficar nas espumas é mais seguro e confortável. São momentos de grande frustração e muitas lágrimas quando se saí de dentro de água.
Poderão pensar, então se ficas frustrada, continuas porquê?

Porque mal ou bem, a sensação de relaxamento é inexplicável, e não há melhor exercício para descontrair mente e corpo que o Surf. Seja ele apanhar altas ondas ou ficar pelas espumas.
E depois porque também não há melhor sentimento de conquista de que conseguir, passo a passo, ir derrubando medos.

No fim de semana passado entrei novamente, depois de 4 semanas parada devido à ansiedade que voltei a sentir e ao medo que nestas alturas se apodera. Fui sozinha, entrei, respirei fundo e aos poucos tudo voltou a ser mais natural. Acho que ás vezes o erro é queremos logo tudo de uma vez, acharmos que se não remarmos logo lá para fora, não valemos nada, mais vale desistir, etc...
Aprendi a levar o meu tempo, sem me ralar com quem está dentro de água ou poderá pensar e sei que aos poucos, sozinha e com coragem, eu chego lá.

O Surf é muito mais psicológico do que físico. A parte física está lá, treino todos os dias ao fim da tarde também como terapia de relaxamento, e esse treino faz muita diferença quando se está dentro de água. A parte psicológica é uma questão de atitude destemida e essa sim é a minha batalha. Mas sem pressa...tudo virá naturalmente.

Por isso, se por acaso estás a ler isto e sofres de ansiedade, aconselho-te mesmo: compra um fato, uma prancha de surf e aventura-te. Toma o teu tempo...e acima de tudo diverte-te todos os segundos. E nunca te esqueças: É só água!!!!




sexta-feira, 27 de maio de 2016

A opção de ser Freaky!




Acho que sempre comprei muitas guerras, talvez porque tenho o coração na boca e sou bastante obstinada e pragmática. Mas, agora dou por mim a colocar em causa essa postura de levar  tudo à frente, de dizer tudo o que me vai na alma, de opinar à flor da pele.

Nos últimos meses, por variados motivos, tenho sido posta à prova. E tenho a clara noção, que talvez seja a vida a pedir-me um pouco mais de calma, que o hoje não tem que ser vivido à velocidade da luz e que os outros não têm necessariamente o meu ritmo, nem têm que gramar com as minhas opiniões. São bofetadas que vamos levando.

Talvez porque nos últimos dois meses tenho-me dedicado a mim, ao meu corpo,ao que ele me estava a pedir há imenso tempo.

O exercício físico tem sido aquele amigo de todas as horas...enquanto treino, a minha cabeça fica limpinha e consigo projetar-me naquele happy place que me sabe tão bem ir. A descarga de adrenalina, faz-me sentir em paz e encarar as coisas de outra perspectiva mais neutra.

Deixei de projetar sonhos e fazer altos projetos...dá sempre asneira na certa. Aprendi, nos últimos tempos, a deixar-me ir um bocado com a maré. Não é preguiça, nem falta de ambição...mas é simplesmente uma despreocupação que para mim, era muito urgente.

Não desisti de nada, mas também já faço grandes voos...talvez por ambicionar a simplicidade.
Acho que ás vezes damos demasiada importância aos outros, à vontade deles, ao que pensam de nós, ao que querem fazer, ao que vão pensar se dissermos que não...que se lixem, muito honestamente!

Na brincadeira com o meu namorado, costumo dizer que um dia viro Freaky Freaky...e viro mesmo.

Livre de espírito e de atitude!